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Eu preciso falar sobre o Kevin

3.02.2012 -

Faz quase um mês, fui jantar com uma amiga que estava na cidade de passagem. Combinamos o habitual pastel bom e barato do Bom Fim, local que ficava perto para ambas. Me ligou avisando que estava saindo do cinema, talvez demorasse uns bons (para mim, sempre péssimos) dez minutos no trajeto até o restaurante. Na chegada, contou do estremecedor filme que havia assistido há pouco. Culpa compartilhada entre mãe e filho, drama em tons de vermelho, algum suspense e um bom massacre finaleiro. Estava extasiada. Ela precisava me falar sobre o Kevin.

Tentou contar pouco, pois como a cultura geral recomenda, não devemos detalhar demais filmes bem recomendados. Conseguiu, porém, atiçar em mim uma curiosidade desigual. Não muito habituada a leituras, confidenciou que talvez, eu devesse ler o livro. E claro, foi exatamente o que fiz. Precisamos falar sobre o Kevin mexeu com meu intacto e sublime, até então, instinto materno. Ao conseguir uma vida profissional estável num trabalho prazeroso e que ama, chega a dúvida de um filho. O sonho da maternidade, antes tão adiada em troca de uma felicidade quase idealista - e então, obtida - sonolento mesmo após o choro berrante  do tal menininho que futuramente seria o conhecido KK nos assusta, nos primeiros capítulos. Pode uma mãe ter culpa de um comportamento repulsivo, teimoso ou até mesmo ultrajante, de um adolescente que usa roupas diminutas, com pouquíssimos amigos, e de uma inteligência mal aproveitada? Acredito que não.

O código genético deve interferir em alguns traços da personalidade, sim; porém, aquele componentezinho que a gente não sabe de onde saiu mas faz toda a diferença é o principal quanto a demarcar um caráter. É a cicatriz rugosa de cada um de nós: não passa por gerações, vem desde cedo, tatuado em comportamentos e ações, falas e gostos pessoais. Kevin desconstrói para construir. Erra para, depois de algum tempo, se permitir um aprendizado. Desgosta do mundo, caçoa da vida, leva a sério apenas sua balestra, a coleção de vírus de computador e o cinismo em frente ao pai, americano saudosista e mais um entre todos os patriotas estadunidenses. Invadindo a derme de Eva, a astuciosa mãe, é fácil começar a questionar a maternidade. E se nascer um bebê que, desde a primeira mamada deteste não só a mim, mas também ao meu leite, meu jeito desprevenido de mãemãe de primeira viagem, o amor que deveria de imediato reluzir mas pisca só de vez em quando? Pelo visto, é o que de vez em quando acontece. Uma admiração tão intrínseca e disfarçada que parece chega a parecer desprezo. Só que, ao longo da leitura - desculpem se despagino demais os detalhes -  de repente, aparece.

Com certeza, ser a madre, ainda que não Teresa e muito menos de Calcutá, de um rebento que já estreia no mundo com papel de sociopata é um desafio e tanto. Poucas realmente teriam a força de vontade para manter o casamento em pé e um bom sorriso esboçado no rosto, sendo sra. Katchadourian Plakett. De atuações ótimas e uma montagem um tanto quanto singular, o filme é muito bom. Pode ser caracterizado como ótimo, com toda a certeza. Agora, o livro, sim: maravilhoso. Transfere pra gente a dor e a cruz carregada ao longo dos anos por uma mulher que, se esforçava, mas sentia falta da companhia do marido como parceiro afetivo, e não então, um pai babão. Descobre mais tarde o prazer de ser mãe de menina (o que, também, me fez repensar muita coisa) e que, a doçura do mesmo pode compensar a dificuldade com a outra criança gerada. Mesmo após anos de devastação pessoal, financeira e na profissão, sozinha em um duplex com um carro bem mais ou menos e muito dinheiro no ralo em processos por conta de Kevin, ainda tenta fazer funcionar o estranho amor que nutrem um pelo outro. E que cada vez mais é construído a partir de um desastre para poder ser refeito novamente.

Embora a raiva consiga ser sentida pelo leitor, o anti-heroísmo do protagonista, detestado e a história paralisante, vale a pena que continuemos a falar sobre Kevin. Agora que dei minha versão dos fatos, repasso até vocês. 

Pin-ups, perigo e as ilustrações belíssimas de Mort Künstler

12.20.2011 -

A perfeição das imagens onde o universo de guerras, mulheres bonitas e vistosas e cenas de perigo são retratadas é a catarse que Mort Künstler encontrou para se fazer único na arte. Nascido em 1931, o americano se dedica basicamente em retratar eventos históricos ocorridos na Guerra Civil Americana (1861 - 1865). Suas pinturas são quase todas feitas em óleo sobre tela. Achei uma das lindas imagens de Mort ao catar por aí imagens vintage. Por mim, faria uma parede da casa só com quadros dessas belas artes.


Tendo estudando na faculdade do Brooklyn, UCLA e no Pratt Institute, trabalhou depois de formado como artista freelancer em Nova York, onde desenhou várias ilustrações de capas de publicações livros de bolso e etc. Se aventurou pelo mundo das pin-ups, o que era bastante comum no século XX. Os desenho das mulheres bonitas, jovens e sensuais serviam para fotos eróticas usadas em impressos populares como calendários, revistas masculinas, e pôsteres. Tendo seu ápice nas décadas de 40 e 50, as pin-ups estão mais do que nunca em alta também na época moderna de agora em que vivemos, onde a onda retrô é grande e o charme encantador dessas belíssimas pinturas, atemporal.








Tudo para ser diva: Lana Del Rey

12.15.2011 -

Fisicamente, ela é uma mistura de Julia Roberts com Natalie Portman que deu certo. Cabelo em tom único, penteado vintage e maquiagem quase sempre com olhos ou boca carregados. Vozeirão de uma melancolia arrasadora, e que, com apenas três músicas de sucesso, já ganhou destaque na mídia americana - e tem tudo para conquistar tanto as Américas, como os demais continentes.


Dona de um corpão, bem composto dentro do visual retrô que exibe, a nova-iorquina nascida Elizabeth Grant tem sido apontada como a próxima musa indie. No alto de seus apenas 25 anos, tem sido bastante comparada com Nancy Sinatra pela voz intensa e o jeito melancólico de cantar. Lana (ou, para os íntimos, Lizzy) começou cantando em corais de igreja, para logo depois se aventurar pelos bares do Brooklyn, até que estourou na web com o sucesso que fez seu primeiro videoclipe, chamado 'Videogames'. Os ingressos para seu primeiro show oficial, em NY city, esgotaram-se em apenas uma hora.




A mídia não tem poupado elogios. Os britânicos do "The Guardian" a considerou a grande promessa musical da década, mesmo sem ter lançado seu primeiro álbum. Disco esse que, tem previsão de ser lançado apenas dia 23 de janeiro. Um fato misterioso na história da mocinha é que, antes de todo o sucesso de suas duas músicas no YouTube, Lana lançou (como Lizzy) um EP em 2010 que, assim que ficou famosa com seus dois hits, sumiu misteriosamente. Alguns dizem que ela não passa de uma jogada de marketing, uma marionete montada. Polêmicas como seus carnudos - e não antes - lábios, botox no rosto e reformulação de sua imagem, além das entrevistas em que aparece falando sobre sexo fazem com que a conspiração em torno da cantora sejam uma constante.

Belíssima, Lana tem em sua maior inspiração ninguém mais ninguém menos que Kurt Cobain. Quanto ao eterno vocalista do Nirvana, disse: "Quando tinha 11 anos, vi o Kurt Cobain a cantar 'Heart Shaped Box' na MTV e fiquei completamente pasmada. Ele era a pessoa mais bonita que eu tinha visto. Mesmo sendo muito nova, senti-me muito ligada à sua tristeza". Desde Adele, não ouvi voz mais aveludada.

Abaixo, dois dos vídeos de Lana para quem quiser conferir:




Talento, inteligência e foco

12.12.2011 -

Anos e anos presente em competições, e o mais lembrado quando se falando no esporte, Kelly Slater mostra a solidez de suas conquistas, mesmo a ponto de deixar o surf de lado. Coincidência ou não, um ano após a morte de seu mitológico rival, Andy Irons, Kelly conquistou seu 11º primeiro título mundial como surfista, o Título Mundial da ASP, na praia de Ocean Beach. Mesmo já tendo estado em melhor forma, no alto de seus 39 anos de idade o surfista ainda possui o melhor preparo físico de elite, uma leitura das ondas e do mar que ganha a de todos os outros, e uma bagagem enorme como experiência, o que obriga os demais competidores a engolir as vitórias de Slater.

Em bela foto de seu patrocinador, a Quicksilver
O experiente surfista que chegou a conquistar o título com uma etapa de antecedência, no campeonato disputado em San Francisco, avisa desde já quem em 2012 será diferente: não participará de todas as etapas. “Estive focado durante muitos anos nas competições e definitavemebnte estou tomando uma nova direção”, diz o americano que completará quatro décadas no ano que vem. Nascido em Cocoa Beach, na Flórida, seu contato com a água vem desde cedo, o que o impulsionou a treinos mais consecutivos, unidos a um amor desmedido pelo mar. Competidor desde os 6 anos de idade, é fã das ondas de Pipeline, no Havaí, e Kirra, na Austrália.

Além de surfista renomado e o melhor no que faz atualmente, Slater já ensaiou trabalhar com música, quando nos anos 90 formou a banda The Surfers – tendo um único CD lançado, Songs From the Pipe – e com televisão, ao encarnar a personagem Jimmy Slade no seriado estadunidense Baywatch. Apaixonado por golfe, namorador de estonteantes famosas, como Gisele Bundchen, Pamela Anderson e Cameron Diaz, é também admirador confesso da banda brasileira Raimundos.

Novinho e loiro em 1992, quase vinte anos atrás
O atleta da Quicksilver, nas duas décadas de sua surpreendente carreira - período no qual ele dominou o cenário das competições de surf, sendo o mais jovem e o mais velho atleta a ganhar títulos pela ASP – se sagrou vencedor nos anos de 1992, 1994, 1995, 1996, 1997, 1998, 2005, 2006, 2008 e 2010. Sem contar suas 48 vitórias no circuito da elite e duas medalhas de ouro nos ESPN X Games. Para o futuro, o dono dos 11 títulos no circuito mundial pretende, ao finalizar seu ciclo surfando, iniciar uma nova carreira: então, no Golfe. "Eu gosto de golfe, amo e trabalho duro nisso. Eu gostaria de me tornar profissional", confessou à Reuters, agência de notícias da terra do Tio Sam. Segundo o próprio Kelly, dos golfistas profissionais, falta apenas enfrentar Tiger Woods. Para futuramente, um belo embate.

Campeão de 2011, Foo Fighters

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Se feito um balanço, o ano de 2011 foi cheio para os norte-americanos do Foo Fighters. Documentário, participação acertada para o Loolapalooza 2012 no Brasil, disco de inéditas e ações inesperadas fizeram com que a banda estivesse presente tanto na mídia, quanto nos ouvidos do pessoal que curte música boa, ao longo do ano.

Segundo o próprio Dave Grohl, o álbum seria, nada mais, nada menos que "o mais pesado de toda a carreira". Discordâncias ou o contrário à parte, a verdade é que o disco foi feito para ser estruturado ao vivo. Vazado na internet antes mesmo da data em que seria disponibilizado, foi sucesso entre os fãs da banda, mesmo já tendo lançado os clipes de "Rope" e "White Limo". Admitiram ter como inspiração para a última produção desde 2007 bandas de estilos bem diferentes do rock'n'roll que fazem, como ABBA e Bee Gees. O que pelo visto deu certo, já que, pela primeira vez, os rapazes estiveram no topo da importantíssima Billboard.

Marcando presença nos rádios e entre os mais elevados níveis das paradas de sucesso, o Foo Fighters ainda teve ritmo para, num mesmo ano, lançar um documentário. Lançado em junho, "Back and Forth" teve em seu DNA, um dos maiores motivos a separação do Dave que agora é líder de sua própria banda, para o Dave ex-baterista do lendário Nirvana. O filme lotou os cinemas das principais capitais brasileiras, onde foi exibido, e mostrou a que veio: é quase possível imaginar Grohl dando seu grito de liberdade, com a maior independência possível. Mostra que possui talento, e por este mesmo motivo, está fazendo sucesso com sua banda de hoje em dia. Junto ao documentário, mais 50 minutos de um show em 3D dos moços, o que fez com que os admiradores saíssem das sessões saciados.

Nos doze meses que se passaram, não podemos deixar de comentar os protestos contra igreja, ajuda à Oceania por meio de shows, o ódio declarado da viúva de Kurt Cobain, Courtney Love, contra a banda, e carta aberta aos fãs, é fácil notar que 2011 foi mesmo avassalador para os rapazes do Foo Fighters. Com os frequentes boatos de que, dez anos após marcarem presença no Rock In Rio de 2001, visitariam o Brasil, os shows ficarão para o ano que vem, no festival inédito em terras brasileiras, Loolapalooza. É comprar os ingressos e marcar presença pra ver!

Dazed & Confused: duas décadas, vinte capas

12.11.2011 -
Original, vanguardista e inspiradora: nem parece tanto tempo assim, mas, há duas décadas, a primeira Dazed & Confused chegava às bancas. Considerada uma das publicações mais tendenciosas e insanas do mercado de moda atual, as comemorações dos vinte anos de existência foram extravagantes e carregaram o grande estilo e a excentricidade que são marca da revista inglesa.

Voltada para a cultura jovem, logo que lançada, a Dazed & Confused chamou atenção por suas matérias e editoriais ousados e desafiadores, numa década de 90 onde faltava certa contribuição para a estética bastante naturalista – e foi aí que o criador, Jefferson Hack, e seu fiel fotógrafo, Rankin, se esbaldaram. Quebrando barreiras e sendo referência para meninas e meninos de todo o mundo, desde 1991, foi também uma das pioneiras no estilo inovador da imprensa new have britânica. Com sua identidade mantida ao longo dos anos, é sinônimo de arte, música e visualismo, transcendendo apenas o "fashion".

Um dos objetos criados em homenagem
à Dazed& Confused, isqueiro feito pela Versace
Para a celebração dos dois pares de dez anos da "atordoada e confusa" revista, foi lançado o livro “Dazed & Confused: Making It Up As We Go Along”, pela editora Rizzolli. Recheado de capas, editoriais e entrevistas memoráveis, pode ser adquirido aqui e é essencial na biblioteca pessoal de quem é apaixonado por moda. Também foi feito um leilão comemorativo, onde estilistas, artistas e fotógrafos foram convidados a criar um item especial que representasse a magazine para eles. Entre os dias 20 e 27 de novembro, os objetos exclusivos puderam ser adquiridos pelo eBay. Em Londres, é possível conferir ainda a exposição de arte no Terrace Rooms and Courtyard, aberto diariamente das 10h às 18h, com entrada franca. Para quem puder conferir, vale a pena!

Abaixo, algumas das 20 (isso mesmo, VINTE) capas comemorativas lançadas pela revista, com estrelas da música, do fashion business e do cinema, como  Bjork, Alicia Keys, The Kills, Juliette Lewis, dentre outros queridos pela mídia. E em cada uma delas, 20 outros possíveis futuros também famosos no que fazem, dica da capa escolhida. Confere aí algumas delas:




CSS: surge o novo clip, sai Adriano

11.16.2011 -

Há anos gosto muito e acompanho o sucesso que os brasileirinhos do CSS fazem no cenário indie musical mundo à fora. Acho a Luísa LoveFoxx um amor, as músicas animadas, e o novo álbum em especial, ótimo (quem quiser ouvi-lo na íntegra, aqui). Talvez nem todas vocês gostem, mas meu paladar de melodias é mesmo bem excêntrico, admito isso. E logo quando a banda lança seu primeiro clip do La Liberacion - o tal CD novo - o único integrante (agora, ex) masculino que havia no grupo, o deixa. Após declarações polêmicas, e um post que deu o que falar no Facebook, o moço não faz mais parte do Cansei de Ser Sexy. Inclusive, não permite que as integrantes restantes utilizem em seus próximos shows as backing tracks por ele criadas. Nem mesmo mencionar seus arranjos. Enquanto a coisa ainda está feia pros dois lados do grupo (ou não), fiquem com o agitado, colorido e autêntico clip de 'City Grrrl', das agora só meninas. Vejam sem preconceito, eu realmente acho bem bacana, e espero qu gostem!

Minha semana com Marilyn e o trailer oficial

10.06.2011 -
 
Acredito que quem acompanha o blog há algum tempo sabe da admiração que nutro por Marilyn Monroe (há anos). Já escrevi dois textos em que a diva de todos os tempos se faz presente, li biografias da atriz, vi seus lendários filmes, enfim. Sou fã confessa.
Há alguma tempo, fala-se sobre o filme "My week with Marilyn", produção parcialmente inspirada no diário de Colin Clark e suas experiências, relatos e acontecimentos nos poucos dias de convívio com a musa MM. A atriz escolhida para o longa foi Michelle Williams (impecável nos filmes que atua, em especial Namorados para sempre). Gerou polêmica, já que a apetitosa Scarlett Johansson tem sido a Marilyn de atualmente, sex symbol e coisa e tal. As duas atuam maravilhosamente bem, porém, concordo que Michelle estivesse talvez mais "madura" para desempenhar valoroso papel. O mundo estará atento, haverão comparações e críticas. É uma responsabilidade e tanto passar um pouco que seja do que a moça que cantava ser os diamantes os melhores amigos de uma mulher causou.
Saiu então o trailler oficial do filme. Cenas, diálogos, atores e atrizes. Eu, que tinha minhas dúvidas quanto ao que seria feito, amei e estou louca para ver. Michelle parece estar impecável. Aí está, para que confiram:

Me and The Drums

9.23.2011 -

Nova York, meu sonho de consumo, foi berço da banda de indie pop The Drums, uma das que menos canso de escutar e que refletem sempre minha felicidade nos bons momentos dessa vida. Comparados ao The Smiths - ícone do gênero musical nos anos 80 e conhecida principalmente pelo destaque dado no filme "500 Days Of Summer" - teve seu início em 2009 já com o reconhecimento da BBC como uma das cinco bandas a despontar no ano de 2011. E não é que foi? Conheci a banda ano passado com a gostosa "Let's go surfing", e me apaixonei instantaneamente. Ainda em 2010, saíram em turnê pelo Reino Unido com Bombay Bicycle Club, Florence & The Machine, Kings Of Leon, e Maccabees,Após o desastre no Japão, os guris criaram a música "The New World", em abril de 2011. Lançaram este ano também o álbum Portamento (que eu achei ótimo, que alguns criticaram, que ficou mesmo mais dançante ainda, mesmo tendo poucas musicas disponíveis para áudio). Vale lembrar também que algumas das influências musicais (e até mesmo referenciais) do pessoal são Joy Division/New Order, Beach Boys e The Legends.


Estilo retrô, som autêntico e comentário na terra do Tio Sam e no resto do mundo, eu posto na banda idem. Para o povo de SP, os moços estiveram na capital paulista em março deste ano - e eu perdi, e quem não foi também, um ótimo show, dizem as sortudas línguas e corpinhos que compareceram. Algumas das melodias que gosto bastante são "Me and the moon", "Forever&Amen", "How it ended" e o novo single, "Money". Confiram aqui o vídeo, espero que gostem:



Outra entrevista: ao blog C. Araújo

9.19.2011 -


Hoje o Entrevistando! tá diferente! Uma entrevista com uma escritora que conheci por indicação e que fui percebendo a grandeza do seu trabalho. Sabe quando você lê um texto e se vê nele? Pois é, isso acontece entre os textos da Camila e eu. Me vejo em cada linha, cada situação, me vejo com as mesmas dúvidas e dilemas. O Calmila (Calma, Camila) é um blog onde me divirto, interajo e descubro que tem, no país, mais uma dezena de garotas que vivem situações parecidas com a minha. A autora, Camila Paier, estudante de jornalismo, mora do RS e trabalha em uma agência de comunicação. Seu blog tem como leitoras, garotas da mesma idade que ela, criando um espaço onde todas possam encontrar, ou quase encontrar, as respostas para suas cruéis dúvidas! A entrevista está maravilhosa e espero que curtam o tanto que eu curti!

Blog C. Araújo: Então Camila, os teus textos têm um teor de realidade neles, o que faz com que nós nos vejamos em cada linha, cada situação. A inspiração é realmente de momentos que aconteceram, e com você? Ou, você consegue escrever só em ter um tema


Camila Paier: Alguns dos textos são situações que vivo e acabo absorvendo, outros, apenas realidade inventada pela minha própria mente. Como gostava muito de redação no colégio, se me propõe um tema, até consigo desenvolver. Porém, claro: é muito mais saboroso, real e inspirador escrever sobre algo que já nos ocorreu e temos como explorar, vastamente, o tema.

Blog C. Araújo: Os escritores geralmente têm o problema do plágio. As pessoas acham que só porque vocês tornam públicos certos textos, significa que eles podem pegar os textos e simplesmente não colocar os devidos créditos. Como você conseguiu lidar com isso?


Camila Paier: Foi e ainda é complicado. Resolvi desencanar do karma. Não que não continue acessando e até mesmo, quando sobra um tempo na rotina, buscando pra ver o que andam copiando e como. Bloqueei o cursor para copiar e colar no Calmila, o que ajudou. Mas tem gente que, infelizmente, recebe por e-mail. Ou sabe técnicas de computação avançadas. Há pessoas doentes, há pessoas maldosas. A gente tem que se munir de muitas boas vibrações e coisas boas pra aguentar sem surtar, ser copiado e não ter muito o que fazer, já que as leis brasileiras não dão suporte.


Blog C. Araújo: O Calmila responde foi um dos meios que você achou de transformar seu blog num blog interativo, onde você pode ajudar o leitor em seus “casos amorosos”. De onde surgiu a ideia dessa coluna, que consegue ser divertida e interessante ao mesmo tempo?

Camila Paier: Sempre recebi e-mails, já que meu contato é bem acessível e fácil de descobrir (camilapaier@gmail.com). Apenas quis ter um contato maior com quem me lê, ver por que passam algumas meninas e meninos que gostam do que lêem. Adoro esse lance de analisar pessoas e comportamentos. Sou uma detalhista incurável.
Blog C. Araújo: Como o Blog C. Araújo é destinado à livros, gostaríamos de saber quais seus livros preferidos? E como é a escolha deles? Temas, escritores...

Camila Paier: Adoro literatura introspectiva. Tenho me interessado bastante por biografias e poesias de boa qualidade, brasileiras mesmo. Os últimos que li: Clarice, do biógrafo Benjamin Moser, A Vida Secreta de Marilyn Monroe, do americano J. Randy Taraborrelli, e um da Adélia Prado, poetisa de mão cheia nossa, que se chama A Faca no Peito.

Blog C. Araújo: Você é Jornalista, certo? Como o jornalismo ajudou na divulgação dos seus textos, e do próprio blog?

Camila Paier: Na verdade, estudo para. Curso Jornalismo na PUC-RS. E é curioso que, quando criei e comecei na divulgação do Calmila, cursava meu primeiro e único semestre de Direito. Achei sério demais para mim, e me mandei para algo também amplo, e que me disponibilizasse prazer em trabalhar.

Blog C. Araújo: O Calmila está com quase 2000 seguidores, e eu que sou do interior de Alagoas cheguei aos seus textos por indicação de amigos. Quando você começou a publicar seus textos você pensou que um dia eles seriam tão famosos e comentados na web?

Camila Paier: Pode achar arrogância ou presunção minha, mas ainda acho pouco. Sem ambição, não sei como não se vive. Talvez, a dimensão que os textos tenham para mim seja muito menor, já que o reconhecimento do que escrevo aqui no Rio Grande do Sul é bem pequeno. Gosto do pessoal aí de cima, pois me valoriza muito mais (será que é por que estou longe? Hahaha). Por exemplo, no local onde trabalho, poucas pessoas sabem que escrevo tais textos. Duas vezes apenas me reconheceram na rua. Para mim, ainda sou anônima. Apenas o que escrevo, muito mais importante, é que tem essa tal “relevância”. Não quero fama. Nunca quis, não saberia lidar. Meu maior e único desejo seria me sustentar, e a meus vícios, futilidades, mulherzices, com o que escrevo. É minha meta.

Blog C. Araújo: Em sua opinião quais os melhores textos que você já escreveu? E por quê?

Camila Paier: Tudo depende. É uma pergunta tão atemporal. Por mais que tenham textos que são bastante comentados e elogiados pelas leitoras, posto só o que realmente gosto. Tenho curtido bastante essa minha fase em alta no amor. Preciso aproveitar, não se sabe quando ou se termina. Incrivelmente, é o que mais tem me impulsionado, mexido mesmo com a tal inspiração e colocado a criatividade no lugar certo: funcionando.

Blog C. Araújo: Os textos fazem mais sucesso com as mulheres, obviamente, uma vez que o foco principal de quase todos os textos é esse. É comum ler comentários do tipo: “Ah, comigo foi exatamente assim” ou “Nossa, estou passando por tal momento”? E é por aí que você acaba vendo os temas de alguns textos?

Camila Paier: Depende. Escrevo, literalmente, o que sinto. Somos todos muito diferentes, da maneira mais igual possível. Há padrões que tentamos seguir, sociedade a dentro. Mas enfim, saindo um pouco da filosofia – que adoro, e se posso, vou a fundo – a maioria das leitoras, além de serem do sexo feminino, tem idade que regula com a minha. É bom ser porta-voz de quem não sabe muito bem como expressar o que sente. Quase uma dádiva

Blog C. Araújo: Bem, pra terminar, quais as músicas que você costuma ouvir na hora de escrever um texto?

Camila Paier: Gosto de músicas que me toquem. E claro, tudo depende muito do meu momento, que depende do meu humor. The XX ajuda muito, Adele também.
 
Blog C. Araújo: Como o Blog C. Araújo é destinado à livros, gostaríamos de saber quais seus livros preferidos? E como é a escolha deles? Temas, escritores...

Camila Paier: Adoro literatura introspectiva. Tenho me interessado bastante por biografias e poesias de boa qualidade, brasileiras mesmo. Os últimos que li: Clarice, do biógrafo Benjamin Moser, A Vida Secreta de Marilyn Monroe, do americano J. Randy Taraborrelli, e um da Adélia Prado, poetisa de mão cheia nossa, que se chama A Faca no Peito.

Blog C. Araújo: Você é Jornalista, certo? Como o jornalismo ajudou na divulgação dos seus textos, e do próprio blog?

Camila Paier: Na verdade, estudo para. Curso Jornalismo na PUC-RS. E é curioso que, quando criei e comecei na divulgação do Calmila, cursava meu primeiro e único semestre de Direito. Achei sério demais para mim, e me mandei para algo também amplo, e que me disponibilizasse prazer em trabalhar.

Blog C. Araújo: O Calmila está com quase 2000 seguidores, e eu que sou do interior de Alagoas cheguei aos seus textos por indicação de amigos. Quando você começou a publicar seus textos você pensou que um dia eles seriam tão famosos e comentados na web?

Camila Paier: Pode achar arrogância ou presunção minha, mas ainda acho pouco. Sem ambição, não sei como não se vive. Talvez, a dimensão que os textos tenham para mim seja muito menor, já que o reconhecimento do que escrevo aqui no Rio Grande do Sul é bem pequeno. Gosto do pessoal aí de cima, pois me valoriza muito mais (será que é por que estou longe? Hahaha). Por exemplo, no local onde trabalho, poucas pessoas sabem que escrevo tais textos. Duas vezes apenas me reconheceram na rua. Para mim, ainda sou anônima. Apenas o que escrevo, muito mais importante, é que tem essa tal “relevância”. Não quero fama. Nunca quis, não saberia lidar. Meu maior e único desejo seria me sustentar, e a meus vícios, futilidades, mulherzices, com o que escrevo. É minha meta.

Blog C. Araújo: Em sua opinião quais os melhores textos que você já escreveu? E por quê?

Camila Paier: Tudo depende. É uma pergunta tão atemporal. Por mais que tenham textos que são bastante comentados e elogiados pelas leitoras, posto só o que realmente gosto. Tenho curtido bastante essa minha fase em alta no amor. Preciso aproveitar, não se sabe quando ou se termina. Incrivelmente, é o que mais tem me impulsionado, mexido mesmo com a tal inspiração e colocado a criatividade no lugar certo: funcionando.

Blog C. Araújo: Os textos fazem mais sucesso com as mulheres, obviamente, uma vez que o foco principal de quase todos os textos é esse. É comum ler comentários do tipo: “Ah, comigo foi exatamente assim” ou “Nossa, estou passando por tal momento”? E é por aí que você acaba vendo os temas de alguns textos?

Camila Paier: Depende. Escrevo, literalmente, o que sinto. Somos todos muito diferentes, da maneira mais igual possível. Há padrões que tentamos seguir, sociedade a dentro. Mas enfim, saindo um pouco da filosofia – que adoro, e se posso, vou a fundo – a maioria das leitoras, além de serem do sexo feminino, tem idade que regula com a minha. É bom ser porta-voz de quem não sabe muito bem como expressar o que sente. Quase uma dádiva

Blog C. Araújo: Bem, pra terminar, quais as músicas que você costuma ouvir na hora de escrever um texto?

Camila Paier: Gosto de músicas que me toquem. E claro, tudo depende muito do meu momento, que depende do meu humor. The XX ajuda muito, Adele também.
 
 
Pensa Rápido:
Música Preferida? Como nossos pais, escrita por Belchior mas na versão de Elis Regina
Filme? A Origem
Ator e Atriz? Gerard Butler e Scarlett Johanson
Livro que mais curtiu? Complicado. Mas fiquemos com “O perigo do dragão”, de Bruna Lombardi
Série? Sex And The City, eterna.
Bandas? Adele, CSS, Kings Of Leon, Chico Buarque e Lobão.
 

Oh Land e o bonitinho "White Nights"

9.14.2011 -
 
Hoje, farei algo diferente. Na verdade, nem tanto. Será um post rápido (até porque, o tempo corre de tão curtinho que anda), mas sobre uma música que tem me deixado mais feliz a cada vez que escuto, e uma banda que tem músicas bem mulherzinhas e atuais pra nós, meninas - claro, há homens que gostem também. Mas o gênero é bem bonequinha mesmo. Eu defino assim, ao menos.

Conheci a Oh Land apenas no início desse ano. Como toda viciada em músicas novas e bandas que ainda estão surgindo, consumi o som da loirinha que canta em poucos dias. Viciei. No Youtube, há vídeos bem bacanas com efeitos marcantes e quase que hipnóticos. Nascida e criada em Copenhagen, o primero álbum da mocinha (Fauna, 2008 - Fake Diamond Records) não foi tão aclamado pela crítica, nem conceituado. Já o disco gravado e produzido este ano (Oh Land, 2011 - também pela dinamarquesa Fake Diamond Records) teve repercursão vasta tanto nos EUA, como no continente americano e na Europa.

Sou uma fãzinha desse electropop que tem surgido na cena musical alternativa, não sei agrada a todos que aqui leem, mas a mim: muito. Pelo menos curtam o clip que é todo bonitinho, com a moça que canta, Nanna Øland Fabricius, que é uma linda de gestos delicados e aparência européia extasiante. Indico também as músicas Rainbow, que traz no clip muito glitter, arte e glamour e Sun Of A Gun, que é toda ritmada e tem cenas bastante futurísticas e efeitos visuais (e foi sucesso nos Estados Unidos, segundo a MTV americana).
Espero que gostem, seus lindinhos!

 

Intensidade é mesmo um diferencial

9.05.2011 -
Meus queridos, abaixo postarei uma entrevista que fiz em comemoração aos quatro anos do Blog Novas Ideias, do amigo Weslley Talaveira. Eu gostei bastante do resultado final, e espero que seja essa a opinião de vocês idem, ao finalizarem a leitura. Tentei amostrar meu lado menos calma e mais Camila possível. E acho que deu certo. Segue:

"Intensidade é um diferencial": entrevista com Camila Paier @camilapaier

Ela segue o mesmo caminho de escritoras que vem fazendo sucesso como Martha Medeiros e Tati Bernardi, mas com uma diferença importante: se as outras são mulheres maduras que fazem de um tudo para entender a cabeça das adolescentes, Camila Paier é tão jovem como a maioria de suas leitoras. Gaúcha de Porto Alegre, Camila estuda jornalismo e trabalha em uma agência de comunicação. E ainda assim encontra tempo para se dirigir a corações adolescentes sedentos de uma palavra amiga. Aliás, “amiga” talvez seja a palavra que melhor defina Camila Paier entre suas leitoras: meninas de todas as idades a procuram em busca de um conselho, de um comentário, ou simplesmente em busca dos textos postados semanalmente em seu blog pessoal, o Calmila – uma junção de “calma, Camila”. É quase impossível não se identificar com um blog que desde o título já deixa claro que tem como objetivo compartilhar crises e trocar experiências.

Blog Novas Ideias: Muitas de suas leitoras te tratam como mais do que uma blogueira. Algumas têm em você uma amiga. Como é sentir isso?
Camila Paier: É gratificante. Escrever e saber que, pessoas te lêem, literalmente, e se identificam é um dos motivos que me faz continuar.


Percebi que garotos visitam seu blog. O que você acha que os leva a visitar um blog feminino?
Acredito que, a maioria do meu público "masculino" é trazido até o Calmila por suas amigas, namoradas, confidentes. Muitos meninos querem ler o que a garota compartilhou no Facebook ou Twitter, e diz ser perfeito para ela, ou que se enquadrou completamente. Alguns outros, são garotos que também, de alguma forma, se identificam. Acho as duas vertentes bárbaras.


Acha que as adolescentes de agora são mais românticas do que foram nossas mães?
Acho que o romantismo mudou sua face, talvez. Nossas mães (a minha, ao menos) escrevia em diários onde recortava, colava e fazia o que dava na telha afim de ficar bonitinho e sentimental. Esperavam ligações sentadas no sofá, não beijavam cinco caras numa festa. Tudo isso, de certa forma, influenciou o romantismo, sim - na minha opinião. Quem é romântico no dia de hoje, é com convicção, com intensidade (o que acho mágico, delicioso). No meio de tanto sentimento banalizado, quem ainda consegue amar e exprimir isso se torna quase especialista.


Algumas pessoas dizem que as adolescentes de hoje são muito “dramáticas”, pois lidam com experiências simples como se fosse “o fim do mundo”: um namoro que não deu certo, um ‘não’ que ouviu de alguém. Você sente isso nas suas leitoras?
Sinto, e sou também. Sei que dramatizo e dou uma importância indevida a fatos pequenos, situações que deveriam ser tratadas racionalmente e com cautela. A verdade é que quando algo importa para gente, é difícil anular a parte que nos faz sentir na pele o aperto e a loucura. O drama hoje é quase uma bengala para que a sociedade pare um pouquinho e olhe atentamente essas moças que sentem demais, amam demais e choram demais. Intensidade também é outro grande diferencial nesse mundo de superficialidades.


Um dos livros da escritora Tati Bernardi se chama “A Menina que Pensava Demais”. Você acha que as meninas de hoje pensam demais?
Falo por mim, que com certeza, penso demais. E graças a Deus, consigo exprimir toda essa minha obssessão pensativa em forma de palavras. Alivia.

Como você define o “homem perfeito”? Acha que os homens de hoje estão mais atentos ao que as mulheres pensam?
Difícil falar, estou comprometida no momento. Acho tudo tão maravilhoso no meu namorado que poderia dizer que é ele, mas seria um equívoco, talvez. Temos nossas diferenças. Por fim, não existe homem perfeito, na minha opinião. O que existe é cara bacana, momento ideal, duas vontades parecidas e sinceridade no olhar. Não sei se atualmente há esse olhar direto masculino sobre as necessidades da mulher. Acredito que nós, meninas, é que andamos mais sinceras e diretas, sem medo de dizer o que queremos, precisamos ou desejamos.


Quando surgiu a idéia de criar o Calmila?
Não surgiu, apenas criei. No início, era mais um diário com desabafos sinceros e minha identidade preservada. A coisa foi tomando uma tal dimensão que, um certo dia, resolvi investir no que pessoas que nem ao menos sabiam meu nome ou viam meu rosto admiravam. E tem dado certo.


Você teve alguns problemas com plágios em seu blog. Conseguiu resolver?
Ainda é complicado falar de plágio no Brasi. É triste. As leis brasileiras não prometem, não preservam e nem fazem jus aos ótimos escritores, blogueiros, criativos e afins maravilhosos que o país possui. É complicado você sentir tudo que está escrito ali, colocar pro papel (ou no meu caso, no rascunho do Word ou Blogger) e do nada, vir um indivíduo que acha tudo aquilo lindo mas em momento algum o venera a tal ponto de creditar suas idéias e sensações.


Pensa em lançar algum livro?
Sim, já estou com projeto em editora e tudo. Não só um, as ideias que possuo para publicar mais além são diversas. Complicado é parar, ter tempo e de fato redigir. Depois disso, só falta plantar uma árvore e ter um filho para meu legado pro mundo ser completo.


Pra encerrar, gostaria de deixar alguma mensagem aos leitores do Blog Novas Ideias?
Amem, amem com vontade e sem medo. É do que o mundo mais tem precisado. Vários beijos!

De LA para o mundo: os novos queridinhos do indie-rock, Foster The People

6.26.2011 -
Os três rapazes do grupo retratados em pintura
Em último lugar dentre as 50 melhores novas bandas segundo o semanário NME, mas sem decepcionar: os queridinhos de LA dominaram Coachella este ano, e tem tudo para ter em Torches, seu álbum de estreia, um dos melhores de 2011. Nascida logo ali no final de 2009, a já constituiu a química e equalizou os mínimos detalhes desde o seu EP de estreia, com três músicas, para o disco completo lançado dia 24 de Maio. Para uma banda de indie-rock que tem suas bases no pop psicodélico que tem dominado a cena musical (vide MGMT, Friendly Fires e Phoenix) e vem da Califórnia, Estados Unidos, o sucesso tem sido surpreendente.
Composta inicialmente por quatro integrantes - Mark Foster (voz, guitarra), Mark Pontius (bateria), Cubbie Fink (baixo, vozes) e Zach Heiligman (MC e compositor, abandou o projeto). Com a saída do último integrante, os outros três chamam mais dois músicos para auxiliá-los no palco. Ou seja, ao vivo, somam-se cinco rapazes fazendo som e transmitindo descontração e energia em forma de música.

O agora trio transita por diferentes vertentes da música pop atual. Desde a primeira música de trabalho, Pumped Up Kicks, daquelas que gruda na mente e faz cantar o resto do dia, há uma crescente e positiva ascenção quanto à receptividade tanto da crítica, como do público. Com essa mesma faixa, alcançou o #32 lugar no Triple J Hottest 100 de 2010 da Austrália.

De uma pegada dançante, e uma boa pitada de rock new wave, o som do grupo é jovial e contagiante, como assistir a um pôr-de-sol na costa americana.Um pé no retrô lisérgico, outro nas batidas bem definidas, os californianos contaram com uma produção de primeira linha para seu primeiro CD: Paul Epworth, que já produziu para Bloc Party e Adele. Quanto às influências dos moços, Mark Foster, vocalista e porta-voz dos rapazes se diz fã dos também ótimos Aphex Twin e Motown.

Com agenda lotada até outubro deste ano, o Foster The People está em turnê pelos Estados Unidos, com boa parte de seus shows tendo ingressos já esgotados, e logo depois vão à Europa em festivais pelo Reino Unido, Alemanha, e Suiça. Ainda sem previsões para aterrissar em terras brasileiras, nos resta torcer para que uma folga os faça colocar pelo menos a América do Sul no roteiro de shows e viagens da turnê do novíssimo álbum.
Ingressos esgotados para a apresentação do Foster The People
em Bluebird


Bom gosto e talento precoces, sinônimo de Elle Fanning

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Treze anos apenas, e já uma grande promessa - seja no universo cinematográfico, ou no mundo da moda. O fato é que Elle Fanning tem deixado cada vez mais de lado o estigma sombrio de ser apenas "a irmã mais nova de Dakota" - também Fanning, claro - para se tornar um ícone fashion e de comportamento à geração teen atual.

A mocinha, que usa apenas o segundo nome na carreira profissional (o primeiro é Mary), é nova em idade, o que contrasta com sua já relevante carreira como atriz. Da televisão ao cinema, atua desde os três anos e chama atenção pelas inteligentes escolhas profissionais e o talento, inegável. Contando participações e papéis, somam-se 20 atuações na sétima arte, em praticamente dez anos de trabalho. Alguns de seus papéis grandiosos são o de Cleo em "Um Lugar Qualquer", dirigido por Sofia Coppola, a garotinha Debbie em "Babel" e  Phoebe em "A menina no país das maravilhas", de Daniel Barnz - o qual protagonizou. E para 2011, três filmes a estrear, o que significa ainda mais visibilidade, flashes e tapetes vermelhos para a precoce menina Elle.


Seu estilo, composto por peças clássicas combinadas à informalidade que sua pouca idade pede, tem gerado a cobiça de pré-adolescentes ligadas em moda dos mais diversos continentes do planeta. Admiradora da it-girl Alexa Chung e da eterna diva Marilyn Monroe, suas combinações tem ainda um quê vintage e uma inspiração no ballet, dança que pratica. Elle se diz uma apaixonada por roupas, e vê nessa paixão uma herança passada à ela e à irmã pela mãe, que sempre gostou de vestir as duas detalhadamente e com bom gosto quando pequenas. Quando pode, assiste também a desfiles de moda online e é uma conhecedora das modelos que estampam as criações que rodam as passarelas.

Elle fabulosa num Rodarte, marca que confessa adorar.
Adoradora de marcas como Rodarte, Marc Jacobs e Valentino, a garota tem dado uma aula de como se vestir conforme o número de anos que possui. Vestidos com a silhueta marcada, bem anos 50 e que são a aposta da estação, figuram bastante dentre o que escolhe para usar em premiéres e tapetes vermelhos. Para o dia-a-dia, looks bastante práticos, simples e ainda assim, atuais: calças e shorts jeans, sandálias e sapatos baixinhos, sapatilhas e botas. As cores, tanto para eventos mais luxuosos como para dias de gravação ou no colégio, quase sempre sóbrias. Outro item indispensável de Elle são as polainas e meias de lã, uma ótima pedida para o rigoroso inverno gaúcho que tem feito.

    
Algumas das criativas e bem escolhidas produções da guria para o dia.
E em premiéres e red carpets, com cinturas bem marcadas em vestidos clássicos, um charme.
Ao se aventurar no próprio estilo, meio retrô e lançando algumas tendências, Elle mostra que, além de ter um grande potencial para se firmar como atriz na cena hollywoodiana, possui personalidade. Maturidade idem, pois onde poderia se perder mais um jovem talento nas mãos do universo Disney - e se tornar uma marionete - a graúda garota de beleza doce e delicada mostra que pode ser também ser Fanning, mas não veio para ser  só mais uma.
Mesmo em suas idas ao ballet, a irmã caçula Fanning não perde o estilo.
Detalhe para os óculos: vermelhos, redondos e singulares.

Imagens: WeHeartIt.com